sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Finalmente, Chinese Democracy!

O Guns N’ Roses finalmente lançou seu tão aguardado álbum Chinese Democracy. Ápos uma espera de 17 anos, e várias promessas de agora vai, o álbum chega às lojas gringas neste domingo (23/11), mas por aqui o CD deve começar a ser vendido só no dia 27 de novembro. Mas, os fãs mais afoitos já podem conferir o disco na integra através do My Space da banda (www.myspace.com/gunsnroses).

Chinese Democracy é...

A voz de Rose em grande parte das faixas relembra os velhos tempos de Guns, em outras fogem um pouco da antiga sonoridade, como é o caso da faixa inicial e de Shackler’s Revenge, que soam mais metálicas, indútriais. No geral, Chinese Democracy segue à risca a receita dos antigos álbuns de sucesso da banda, com a maioria das músicas mais metais e algumas mais melódicas como a ciganística (?!) If the world, Sorry, a já conhecida Madagascar e This I Love, que possui um arranjo musical mais elaborado ao estilo November Rain, e também traz Axl ao piano. Outras possuem um ritmo característico Guns, com a antiga pegada de sobe e desce como em Street of dreams, IRS e There was a time. Sem sombra de dúvida a faixa Better, Catcher in the rye e This I Love são as que mais lembram as antigas number one rits , seja devido ao estilo do refrão, ou a um mix de riffs de guitarra a lá Slash em conjunto da voz de Axl.
Em questão de musicalidade, grande parte das faixas rementem, e muito, ao que seria a antiga formação do Guns nos dias de hoje. Trata-se de uma viagem ao passado, mas com novas músicas, novos arranjos musicais e novas letras. O disco é realmente bom, mas não o bastante para a expectativa criada em torno de seu lançamento.

'Revira e volta'

Desde o lançamento simultâneo dos álbuns Use your Ilusion I e II em 1991 pra cá, muita coisa rolou com a banda. Em 1994, Axl Rose começou a trabalhar no então mítico “álbum que nunca saia” Chinese Democracy. Dois anos depois, após boatos de um suposto desentendimento dos demais músicos da banda com Rose, o guitarrista Slash deixou o Guns, seguido pelo baixista Duff McKagan e pelo baterista Matt Sorum, que tempos depois depois, em companhia de Scoot Weiland, ex-vocalista do Stone Temple Pilots formaram a banda de hard rock Velvet Underground, que lembra um Guns mais glam devido as contruições musicais e performáticas de Weiland.

Depois disso, Rose só veio a decair. Isso ficou claramente explicito quando o cantor subiu ao palco do Rock in Rio 3, onde além de demonstrar a perda da energia e da forma que mostrava no auge do Guns, o cantor decepcionou a muitos fãs quando trouxe ao palco a bateria de escola de samba da Unidos do Viradouro, e tempos depois, aparece totalmente repaginado e com trancinhas (?!) no lugar da cabeleira loira, que muita molecada tentava à muito custo imitar.

Após muito vai não vai, e muitas piadas à parte, o álbum aos poucos dava sinais de vida. Nos últimos anos, pelo menos quatro músicas vazaram na Internet e duas faixas foram lançadas oficialmente, dando aos esperançosos indícios de que o disco poderia realmente sair algum dia.

Desde ontem (20/11), as 14 músicas do tão esperado disco já estão disponíveis para degustação, e em menos de um dia já tiveram mais de 20.000 comentários entre “Guns N’ Roses Rocks” e “Great album”. Até agora parece que o disco agradou aos fãs, mas resta esperar quanto aos números das vendas do dito cujo, o que eu particularmente duvido que superem aos números alcançados de Use your Ilusion I, que em único dia vendeu 500 mil cópias, ainda mais em tempos de Web 2.0.